Como vivem os catadores do Lixão?

Posted by drfortuna on setembro 24, 2014
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Os catadores de Jardim Gramacho: 


Foto: Ao fundo a Baia de Guanabara, bem proxima ao aterro.  (google.com)


”Entre às 6h30 e o meio-dia, é formidável a quantidade de lixo reciclável que é separada e ensacada por tipo de material. No entra e sai incessante de Gramacho, chegam caminhões mambembes, semelhantes aos que trouxeram os catadores, dessa vez para comprar o seu produto. De um total que já chegou a 6 mil catadores, restam nesses últimos dias de Gramacho cerca de 1.200. A renda de um catador depende da sua produtividade, o que nesse caso é igual a capacidade física. “A garotada tira 100 reais por dia”, diz Lúcio. “A média é de 50 reais”.
 
A maioria mora em Jardim Gramacho, o bairro que deu nome ao aterro. Lá vivem 13.700 moradores, dos quais 60% sobrevivem de atividades ligadas à comercialização de recicláveis, que vão de catar a trabalhar nos depósitos de sucata. De acordo com um estudo feito em maio de 2011, pelo IETS (Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade), Jardim Gramacho possui uma renda domiciliar per capita baixa,de R$ 370 reais mensais. Do total do bairro, 43% da população está abaixo da linha de pobreza, e mais de 16% abaixo da linha de extrema pobreza, ou 5.800 pessoas pobres e outras 2.100 na miséria. 

Gloria Cristina dos Santos, 36 anos, começou a catar no final da década de 80. Filha de pai estivador, Gloria teve que ajudar na renda familiar e trabalhou em Gramacho com a mãe e irmãos. “Sou catadora há 25 anos e a minha adolescência foi terrível, eu era adolescente e catadora. Comecei a catar com 11 anos, cresci dentro de Gramacho”, conta. “Para mim, trabalhar no aterro nunca foi desonroso, mas sempre foi desumano”. Hoje, Gloria é uma das representantes da Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho (ACAMJG), fundada em 2004, justamente para discutir o encerramento do lixão e montar um planejamento para dar continuidade ao trabalho dos catadores de material reciclável.

Para suavizar a transição dos catadores, a prefeitura do Rio de Janeiro constituiu um fundo que distribuirá cerca de 14 mil reais a cada catador cadastrado, um total de 1.719. Ela também oferecerá aos ex-catadores do aterro treinamento em outras profissões.”

Fonte: Eco (2012)

Fonte: Google

 

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